Bastardos Inglórios


Bastardos Inglórios – Como seria possível ainda falar de um gênero tão pintado como a segunda guerra mundial? O público ainda acharia admissível representar o último conflito mundial bélico de forma inovadora no cinema?


Quando a direção do longa-metragem fica na responsabilidade de Quentin Tarantino, diria que tudo é possível, aceitável e conquistador.


Quando todos pensaram que o diretor já tinha mostrado tudo o que podia em termos de selvageria em seu trabalho anterior (“Kill Bill”), ele mostra que sua força e inspiração podem chegar a níveis muito mais altos do que todos imaginam.

Em “Bastardos Inglórios” o diretor de “Pulp Fiction – Tempo de Violência” brinda o público, não com uma aula de história como tantos outros filmes fizeram anteriormente, aqui o cineasta deu uma verdadeira aula cinematográfica:


- roteiro espetacular do primeiro diálogo – cruel e tenso – a última cena dentro de uma sala de cinema. Não existe um único segundo em que o percurso da trama deixa o público a vontade ou relaxado. Com Tarantino existe poesia e bestialidade inclusive e principalmente quando as pessoas morrem. Ambos na mesma intensidade e proporção;


- trilha sonora, de Ennio Morricone, emociona do primeiro ao último segundo da projeção do filme. Mais uma aula do músico e do cineasta que fizeram uma combinação perfeita;


- a fotografia, como em todos os trabalhos de Tarantino, possui um olhar tenso, sofrido e cruel. Todo imagem possui um propósito, uma intenção, uma dor ou um sofrimento;


Além disso, o filme, estrelado de forma perfeita e “cruel” por Brad Pitt (“Seven – Os Sete Pecados Capitais”), prova que Quentin Tarantino é soberano em sua arte de retratar a violência no cinema. Se Alan Moore é mestre na arte dos quadrinhos ao representar a loucura e a insanidade, diria que Tarantino é mágico ao retratar a bestialidade e o sangue na sétima arte.


Em “Bastardos Inglórios” o “herói” (Pitt) é líder de um grupo conhecido como Bastardos e seu grupo vence quando escapela e extermina seus adversários. Seu objetivo é passar temor e brutalidade. Atrás desse grupo de bastardos existe o cínico Coronel Hans Landa (Christoph Waltz, em atuação espetacular e vencedora em Cannes e no Oscar), um nazista irônico e cruel.


A conclusão da história merecia um capítulo a parte, assim como a atuação de Christoph Waltz.


Não tenha medo de Adolf Hitler, fique com mais receio de Quentin Tarantino em seu próximo projeto.


Texto dedicado a amiga Tsu, do ótimo site http://empadinhafrita.blogspot.com/


Sinopse – Durante a Segunda Guerra Mundial, na França invadida pelos nazistas, um grupo de soldados americanos de sangue judeu, conhecido como 'The Basterds' ('Os Bastardos'), é selecionado para espalhar medo para aqueles que impuseram as duras regras do Terceiro Reich. A missão do grupo, liderado pelo visceral tenente Aldo Raine (Brad Pitt), é escalpelar e exterminar brutalmente os nazistas, sem medir consequências.


Filme: 5,5 pipocas


1 pipoca – péssimo

2 pipocas – ruim

3 pipocas – razóavel/regular

4 pipocas – bom

5 pipocas – imperdível


Em meus próximos textos falarei das obras de David Fincher


26 comentários:

Gabriel Neves disse...

O filme é muito bom, assim como o resto dos filmes de Tarantino. Hoje consegui ver Cães de Aluguel, e adorei! Tudo o que você falou em seu texto mesmo. O trunfo de Bastardos Inglórios é criar uma abordagem completamente inesperada para um assunto tão abordado quanto a Segunda Guerra Mundial, e o resultado ficou bem melhor que o esperado.
Abraços, e aguardo seus textos de Clube da Luta e Se7en, rs.

Amanda Aouad disse...

Estou adorando esse seu review da obra de Quentin Tarantino. Bastardos Inglórios se tornou um dos meus preferidos, onde mais poderíamos matar Hitler no cinema?

! Marcelo Cândido ! disse...

Uma obra prima, como diria o Aldo
hahaha
!!!

Rafael W. disse...

Mais uma obra-prima de Tarantino. A frase final é impagável.

http://cinelupinha.blogspot.com/

Kivia Nascentes disse...

Sabe que eu não consegui ter interesse nesse filme? Sempe fui fã do Quentin, mas dei uma pausa da admiração, haha
beijos!

Francine Cruz disse...

Ah, eu sempre quis assistir esse filme! Ainda não tive a oportunidade, mas pretendo ver sim, valeu pela dica e obrigada pela visita ao meu blog!
Abraços!!!

Fábio Henrique Carmo disse...

Filmaço, aço, aço! Tarantino mais maduro e inteligente como nunca. Matar Hitler foi uma das melhores ficções já escritas! E as homeangens à Nouvelle Vague? Sensacional!

Hugo disse...

Grande filme, com os ótimos Brad Pitt e Christoph Waltz.

Mesmo assim ainda meu preferido de Tarantino e "Pulp Fiction".

Abraço

Tô Ligado disse...

Acho que só eu não assisti ainda. Mas já está na minha listinha do que fazer nas férias.

Abraços!

P.S.: cara, coisa fina seu texto hein??? valeu mesmo

BrunaReis disse...

Achei super boa a sua crítica e concordo com tudo que tu disse sobre o Tarantino, é mestre.
Eu já gostava muito dele quando vi Pulp Fiction. Bastardos Inglórios foi um renascimento do tema Segunda Guerra Mundial.

Só não gosto de Kill bill hehe
Adorei aqui e estou seguindo
Beijos guri
Bruna
www.desbravandohistorias.com.br

Renato Hemesath disse...

Muito interessante, ontem mesmo conversava sobre o Tarantino com umas amigas. Tu tens toda razão quanto diz sobre sua arte de apresentar a violência, acho sem igual também. "Bastardos inglórios" eu ainda não vi. ^^

Abraço, boa semana!

Drisph disse...

Olá, convido-te a vistar o meu blog e concorrer aos livros dos novos autores que lá estão disponíveis todo mês para fins de incentivo cultural, em agosto são 8 e em setembro 9, vá lá e confira os livros que serão sorteados; para concorrer, basta segui o blog e deixar este comentário - "estou participando da promoção."
abraços

Drisph disse...

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ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Aula de história, Renato? Esse filme é a anti-história... Nem mesmo a Hollywood patriota dos anos 40 fez algo tão irreal em relação a II Guerra.

O Falcão Maltês

renatocinema disse...

Meu amigo Antonio Nahud Júnior na verdade eu disse que ele deu uma aula cinematográfica e não uma aula de história.

Entendo que o cinema precisa, de vez em quando esquecer a "obrigação" histórica e se deixar levar pela arte.

Mas, gosto pessoal.

♪ Sil disse...

Renato,


Clichê, mas você é um queridooooo!

Beijo meu amigo!

MOISÉS POETA disse...

Renato , querido !

Esse é o filme ,esse é o filme! merecia o oscar, na minha opinião. tenho ele em dvd ,e ja o assisti 3 vezes. meus amigos dizem que sou louco por assisti-lo tantas vezes . então digo que a arte tem que ser apreciada varias vezes. Tarantino é um mestre fora do comum. a cena da taberna é de tirar o fôlego. o diálogo seguido da ação é eletrizante e memorável.

tudo isso sem falar que os atores deram um banho de interpretação. principalmente Christoph Waltz.


Abraços , Renato !
Belissima postagem !

Tsu disse...

Renato, desculpa a demora em aparecer aqui!
Nossa, obrigada por dedicar o artigo e mencionar o meu blog, fiquei imensamente feliz e surpresa!

Eu na primeira vez não gostei de Bastardos Inglórios bom gostei, mas tendo a idéia dos filmes anteriores do Tarantino eu esperava algo mais humor negro..mas ao ver a segunda vez finalmente compreendi o tamanho dessa obra prima de Tarantino!

O parceiro de Pitt na primeira vez que aparece com o bastão me fez lembrar o Alex de Laranja Mecãnica o/
Excelente o seu artigo!
bjs

Ronaldo disse...

Bele?

que bom que gostou la do vídeo do Ultraje, já pensou em fazer algo parecido aqui???? ia fica muito bom.

em breve colocarei outros sim, e sei que passará lá ;o)

vi ai suas dicas, Pulp Fiction é um filmaço, eu quero ter rempo para voltar a assistir filmes, agora que acabou a peça que estava apresentando sobrarão mais finais de semana

Abs

Paulinha Leite disse...

Amigo! To de volta!
E fiquei mt feliz em ser recepcionada por vc viu?
É mt bom sentir esse carinho de sempre.
E vamos lá que eu quero espalhar sorrisos e docuras por aí!
Um brinde as amizades que ficam: tim-tim.

Bj com carinho!

BrunaReis disse...

Guerra dos Tronos, apesar de parecer ser pesado, não é nem um pouco. A leitura fluí muito bem. Recomendo ^^
Beijos
Bruna
http://desbravandohistorias.com.br

maria elis disse...

vou procura-lo para passar a minha tarde :)

beijas, eterno :*
[]

Jacques disse...

Esse filme é demais...
O Brad Pit imitando o queixo duro do Clint Eastwood é impagável...
Sem dúvida, obrigatório.
Até a próxima.

JhonSiller disse...

Se tem Tarantino na jogada, garanto que o filme é foda!

Tsu disse...

Oi Renato!
Legal você conhecer Hellsing...a obra possui uma abordagem muito boa. E valeu por curtir o blog =)

Maria Gabriela disse...

Vou assistir esse fim de semana.