Bicho de Sete Cabeças


Bicho de Sete Cabeças – Três produções merecem, na minha visão, a tríplice coroa de qualidade espetacular (filme, livro e trilha sonora). “Bicho de Sete Cabeças” é um deles e os outros são: “O Poderoso Chefão”, melhor filme da minha vida, e “Natureza Selvagem”.


Baseado no livro autobiográfico “Cantos dos Malditos” de Austregésilo Carrano Bueno, o filme dirigido por Laís Bodansky (“As Melhores Coisas do Mundo”) é uma ótima reflexão sobre a dificuldade de relacionamento entre pais e filhos. Se “Beleza Americana” fez impacto sobre a hipocrisia familiar anos atrás, não posso deixar de comparar “Bicho de Sete Cabeças” com o filme estrelado por Kevin Spacey (“Os Suspeitos”). Mas, se o longa-metragem americano bebeu na fonte sensual e sexual para fazer sua crítica, a produção nacional toca na ferida do dialogo falso existente dentro de uma família. Pais e filhos fingem uma conversa que sempre é irreal e mentirosa.
Apesar de algumas cenas fortes, do ponto de vista fisico, o que mais impressiona em “Bicho de Sete Cabeças” é o sofrimento emocional.


O elenco, comandado por Rodrigo Santoro (“O Golpista do Ano”), tem participação espetacular, com destaque para Gero Camilo (“Carandiru”) e Othon Bastos (“O Coronel e o Lobisomen”). A trilha sonora, composta quase que completamente por Andre Abujamra é outro “personagem” importante de “Bicho de Sete Cabeças” tamanha é a sintonia entre as canções e o roteiro do filme.


A cena final onde pai e filho ficam, categoricamente, sem palavras, toca a alma. Pelo menos a minha e de quem tem sentimentos sinceros, foi tocada. Obrigatório e imperdível para pais e filhos.


Sinopse – Os pais de um jovem descobrem um cigarro de maconha em seu casaco e são aconselhados a internar o filho numa instituição psiquiátrica. Instituição esta que usava de recursos torturosos para lidar com os pacientes, fazendo cada vez mais seus internos, sequelados ao longo de suas estadias na clinica. A essência da história se passa pela inconformaçãode um filho quanto ao ato covarde de seu pai de interná-lo e julgá-lo sem ao menos tentar conversar sem oprimir o filho, mas sim, criticando-o cada vez mais.

Filme: 4,5 pipocas

1 pipoca – péssimo
2 pipocas – ruim
3 pipocas – razóavel/regular
4 pipocas – bom
5 pipocas – imperdível

23 comentários:

Nicolau Ponte Preta disse...

Muito bom mesmo! É um filme completo, só para comentar o poderoso chefão, costumo dizer que, apesar de ser um filme grande, ao mesmo tempo é enxuto feita na medida, Parabéns pelo Post

Kivia Nascentes disse...

Vi esse filme ainda muito nova e lembro que adorava. Algumas vezes ainda o vi na telvisão, acho que no festival no de cinema brasileiro.
Gosto da Laís Bodansky, e esse filme merece sem dúvida destaqua. Muito bom!

beijos

Tô Ligado disse...

Assisti esse filme na faculdade para a disciplina de Saude Mental. Achei barbaro.

http://toligado1.blogspot.com

Quareesma disse...

me lembro que chorei e percebi que alguns pais na tentativa de ajudar (?) atrapalham ;~

beijas, eterno :*

JhonSiller disse...

Esse filme é maravilhoso!!

carol95ine disse...

só espero ver um post sobre Natureza Selvagem ! mt bom o blog

Quareesma disse...

me divirto com seus comentários :)

beijas, eterno :*

pseudo-autor disse...

É o melhor trabalho da carreira cinematográfica do Rodrigo Santoro disparado. E o livro é ainda mais visceral, mostrando a cruel realidade das instituições manicomiais. Fantástico!

Cultura na web:
http://culturaexmachina.blogspot.com

gabriel disse...

Ansioso para poder conferir este, tão falado e eu nunca vi... E para chegar perto de Na Natureza Selvagem e O Poderoso Chefão, aí não é fácil mesmo.
Abraços.

Sil.. disse...

Ahhhhhhh, esse eu vi rsrss.

Aliás, Rodrigo se superou nesse papel (O cara é fera mesmo, fato pelo qual chegou onde chegou).

Renato, adorooo suas visitas, o carinho que vc sempre me deixa.
As imagens do blog são lindas mesmo né, dá um trabalhão achar as galerias mais bonitas do site, mas vale a pena.

PS: To fritando batata frita, quer? hehehe

Um beijoooooooooo!

Você é um querido!

Quareesma disse...

toda verdade tem fundo de brincadeira ;)

beijas, eterno :*

Quareesma disse...

e até agora eu não comentei que não gostei de 'na natureza selvagem' ;x
perdi algum ponto com o senhor?! '-'

beijas, eterno :*

Inês disse...

rodrigo santoro é bom mesmo!
gostei deste blog, bem envolvente!
um abraço!

Foose disse...

Com uma perfeita atuação de Rodrigo Santoro e Gero Camilo é uma produção que com uma linguagem simples e sem muitos rodeios consegue mandar a sua mensagem de forma clara! Indispensável!

Também adorei "Natureza Selvagem" ! Falta um post aqui dele!:-)

Um grande abraço...

Cristiano Contreiras disse...

Eu acho um dos melhores filmes nacionais - Santoro também esteve bem no perfeito "Abril Despedaçado" de Walter Sales, a propósito, poste sobre ele aqui.

E amo "Na natureza selvagem", faço coro com todos! poste! rs

JhonSiller disse...

Amigo te indiquei

http://jhonatansiller.blogspot.com/2010/11/jogo-dos-7.html

Hugo disse...

É uma triste história que mostra como é difícil o diálogo entre pais e filhos e como a mudança de comportamento e costumes na época (anos setenta) gerava conflitos.

Além é claro da triste realidade dos sanatórios no Brasil.

Abraço

Amanda Aouad disse...

Não li o livro, mas quanto ao filme concordo. É forte, bem conduzido, com uma grande atuação de Rodrigo Santoro.
bjs

Emmanuela disse...

Uma vez, durante a madrugada, acordei e me deparei com o filme passando na Tv que deixei ligada. Apenas o que vi foi impactante, preciso apreciá-lo por inteiro!

Wally disse...

Acho a Bodanszky uma cineasta muito versátil! E este filme é ótimo, quero até rever ele em breve.

Sil.. disse...

Você é um querido, Renato.

Um dia vamos comer batatas fritas e falar de Clarice, Caio, Nelson Rodrigues, de filmes, da vida!

Um beijo!

Quareesma disse...

ain, que alívio ;B
hihi

beijas, eterno :*

Sunflower disse...

E Trainspotting, hein?